Meme

“For this body replicator itself, Dawkins proposed a name. He called it the meme, and it became his most memorable invention, far more influential than his selfish genes or his later proselytizing against religiosity. ‘Memes propagate themselves in the meme pool by leaping from brain to brain via a process which, in the broad sense, can be called imitation,’ he wrote. They compete with one another for limited resources: brain time or brandwidth. They compete most of all for attention.
(…)
These are memes, living a life of their own, independent of any physical reality. ‘This may not be what George Washington looked like then,’ a tour guide was overheard saying of the Gilbert Stuart painting at the Metropolitan Museum of Art, ‘but this is what he looks like now.’ Exactly.”

pages 312, 313 – “The Information, a history, a theory, a flood” by James Gleick

When “real” seems mediated: inverse presence

Neste trabalho, feito por pesquisadores da Temple University (Filadélfia), analisam as principais incidências da Presença Inversa. Na pesquisa puderam detectar 3 tipos destas ilusões de mediação: a positiva, quando as pessoas percebem uma beleza natural como mediada; negativa, quando desastres são percebidos como mediados; incomum, quando levam as pessoas à confusão do que é real e do que é mediado.

Este estudo se dá por conta do crescimento deste tipo de percepção e confusão, além do surgimento e crescimento da experiência da presença, ela mesma. Esta mistura acarreta uma mudança da percepção de emoções, julgamentos, aprendizado etc. e merece atenção dos pesquisadores que estudam a influência das mídias digitais na vida das pessoas. Para isso foi feita uma pesquisa em artigos online que continham relatos de confusão e pesquisa online com cerca de 350 reasultados. As experiências de cunho negativo predominam, com 48%, seguidas das incomuns, com 38%. Isto se dá, principalmente, pela falta de hábito com situações trágicas. Como no cinema a morte é tratada e vista com muito mais naturalidade é comum que pessoas, quando assistem a um assassinato, se sintam como em filmes – o trabalho dá uma série de relatos a respeito disso.

Um questionamento conclui o texto: “Se as pessoas vem a ver a experiência real como vêem a maioria das apresentações midiáticas (como uma mentira, planejada ou montada), quais experiências vão ser percebidas como naturais e orgânicas? (…) É mais sensato para nós nos tornarmos cínicos, descrentes e apáticos sobre o mundo não mediado, já que o mundo mediado se tornou mais atraente e convidativo”.

PDF do trabalho

Networking in Everyday Life

Nesta tese, escrita por Bernard J. Hogan, é apresentado o resultado de uma pesquisa com 350 pessoas e entrevistas com 86 usuários de redes sociais sobre seus hábitos online. O autor parte do pressuposto que os debates antigos sobre os efeitos das novas mídias têm focado principalmente no potencial isolador destas redes. Entretanto sabemos que o cenário não é tão triste e simples quanto parece.

A conclusão que o autor chega é que os usuários entrevistados acabam sendo mais acessíveis a partir de outros usuários online, que estão sempre “presentes”, em comparação aos quem têm uma relação mais próxima (familiar, por exemplo) mas que não estão conectados. Isto acontece porque o ritmo de vida está mais condicionado a estas redes e dependem delas para uma relação fluente.

Link para a tese