Meme

“For this body replicator itself, Dawkins proposed a name. He called it the meme, and it became his most memorable invention, far more influential than his selfish genes or his later proselytizing against religiosity. ‘Memes propagate themselves in the meme pool by leaping from brain to brain via a process which, in the broad sense, can be called imitation,’ he wrote. They compete with one another for limited resources: brain time or brandwidth. They compete most of all for attention.
(…)
These are memes, living a life of their own, independent of any physical reality. ‘This may not be what George Washington looked like then,’ a tour guide was overheard saying of the Gilbert Stuart painting at the Metropolitan Museum of Art, ‘but this is what he looks like now.’ Exactly.”

pages 312, 313 – “The Information, a history, a theory, a flood” by James Gleick

The image of the city

“A vivid and integrated physical setting, capable of procing a sharp image, plays a social role as well. It can furnish the raw material for the symbols and collective memories of group communication. A striking landscape is the skeletin upon shich many primitive races erect their socially important myths. Common memories of the “home town” were often the first and easiest point of contact between lonely soldiers during the war.

A good environmental image gives its possessor an important sense of emotional security. He can stablish an harmonious relationship between himself and the outside world. This is the obverse of the fear that comes with disorientation; it means that the sweet sense of home is strongest when home is not only familiar but distinctive as well”.

The image of the city

“A beautiful city environment is an oddity, some would say an impossibility. Not one American city larger than a village is of consistently fine quality, although a few towns have some pleasant fragments. It is hardly surprising, then that most Americans have little idea of what it can mean to live in such an environment. They are clear enough about the ugliness of the world they live in, and they are quite vocal about the dirt, the smoke, the heat, and the congestion, the chaos and yet the monotomy of it. But they are hardly aware of the potential value of harmonious surroundings, a world which they may have briefly glimpsed only as as tourists or as escaped vacationers. They can have little sense of what a setting can mean in terms of daily delight, or as a continuous anchor for their lives, or as an extension of the meaningfulness and richness of the world”.

Sobre falar e fazer em Crime e Castigo

“Eu aqui querendo me meter numa coisa dessas e com medo de bobagens! – pensou ele, com um sorriso estranho. – Hum… é… tudo está ao alcance do homem e ele deixa isso tudo escapar só por medo… é mesmo um axioma. Curioso: o que será que as pessoas mais temem… Pensando bem, eu ando falando pelos cotovelos. É por não fazer nada que falo pelos cotovelos. Ou pode ser assim também: eu falo pelos cotovelos porque não faço nada”.

A crônica humorística por Gabriel Garcia Marquez

O próprio Gabriel Garcia Márquez definiu de saída o que haveria de ser sua maneira de praticar o gênero da crônica humorística. Em sua segunda crônica publicada no El Universal, ele escreve que ela tem “princípio e terá final de algaravia (linguagem confusa, confusão de vozes). (…) Impõem os seguintes requisitos: começar e terminar com fórmulas que combinem uma feliz expressão e uma atrevida apresentação conforme o modelo de palavreado de Ramón Gómez de la Serna, e dizer as coisas com humor, com poesia, inclusive com extravagância (não importa que sejam coisas muito originais, podem até ser da total trivialidade, mas sua expressão deve ser original e imprevista). Em suma: não dizer nada, mas dizê-lo bem”.

Sobre os sabe-tudo

“Esses senhores sabe-tudo às vezes são encontrados, até com bastante freqüência, em certo segmento social. Sabem tudo, toda a intranqüila curiosidade de sua inteligência e a sua capacidade tendem irresistivelmente para um aspecto, é claro que pela ausência de interesses e concepções de vida mais importantes, como diria um pensador de hoje.

Alias, por “sabem tudo” deve-se subentender um campo bastante limitado: onde serve fulano de tal, quais seus conhecidos, quais são as suas posses, onde foi governador, com quem é casado, de quanto foi o dote que recebeu pela mulher, quem são seus primos de primeiro grau, e de segundo, etc. etc., tudo coisa desse gênero. Em sua maioria, esses sabichões andam com os cotovelos esfarrapados e recebem vencimentos em torno de dezessete rublos por mês.

As pessoas, de quem eles conhecem todos os segredos, naturalmente nem imaginam que interesses os guiam, mas, por outro lado, muitas delas se sentem positivamente confortadas com esse conhecimento, que se equipara a toda uma ciência, ganham auto-estima e até a suprema satisfação espiritual. E a ciência ainda é sedutora. Eu conheci cientistas, literatos, poetas, políticos que nessa mesma ciência estavam chegando e haviam chegado à suprema conciliação e aos seus objetivos, e inclusive tinham feito carreira decididamente apenas nessa ciência.”

Untitled

“a moment of complete happiness never occurs in the creation of a work of art. The promise of it is felt in the act of creation , but disappears towards the completion of the work. For it is then that the painter realises that it is only a picture he is painting. Until then he had almost dared to hope that the picture might spring to life”. Lucien Freud – Art and Illusion, pg 94

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“A maioria dos homens não quer nadar antes que o possa fazer. Não é engraçado? Naturalmente, não querem nadar. Nasceram para andar na terra e não para a água. E, naturalmente, não querem pensar: foram criados para viver e não para pensar! Isto mesmo! E quem pensa, quem faz do pensamento sua principal atividade, pode chegar muito longe com isso, mas, sem dúvida estará confundindo a terra com água e um dia morrerá afogado.”
o lobo da estepe – pg 20

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“Convenci-me de que Haller era um gênio do sofrimento; que ele, no sentido de várias acepções de Nietzsche havia forjado dentro de si uma capacidade de sofrimento genial, ilimitada e terrível. Também me apercebi de que a base do seu pessimismo não era o desprezo do mundo, mas antes o desprezo de si mesmo, pois podendo falar sem indulgência e impiedosamente das instituições e pessoas, nunca se excluía a si próprio; era sempre o primeiro a quem dirigia suas setas, o primeiro a quem odiava e desprezava.”
Hermann Hesse – O Lobo da Estepe – pg 15

quote e.h. gombrich

“certain aspects in the scene around him that he can render. Painting is an activity and the artist will therefore tend to see what he paints rather than paint what he sees.” – E.H. Gombrich, Art and Illusion.