Quando a realidade virtual encontra a política moderna

Partido Pirata
Partido Pirata

O Partido Pirata Sueco foi criado em 2006 para tentar levantar a discussão no governo sueco pela reforma das leis de patentes e copyright, que é reflexo direto das discussões sobre a privacidade das informações na internet. Atualmente está em destaque por ganhar a intenção de votos da população mais jovem do país, entrando forte na disputa pelos cargos no governo e Parlamento Europeu.

Essa discussão está diretamente relacionada aos tópicos abordados pela Ética Hacker e do contraste sobre como agimos de uma forma muito diferente no ambiente virtual e real. Por obedecermos a outra ordem, crimes que no mundo real são condenáveis – como a pirataria e direitos sobre uma obra, pra citar os mais corriqueiros, no mundo virtual são banais. Talvez essa intersecção promovida por este partido venha a negociar esses limites, discussão absolutamente necessária neste período de transição das mídias e comunicação.

Também me lembro bem de uma discussão que tive com um colega durante uma aula sobre a produção de softwares livres e gratuitos na internet. Ele tirava sarro porque eu dizia que havia muitos programinhas grátis para rodar vídeo espalhados na web, e coisa de boa qualidade. Ele me questionava acerca da lógica que existia em disponilizar o trabalho de programação de forma gratuita na rede, e afinal ‘o que o programador ganha com isso?’ Eu tentei, em vão, explicar pra um comporâneo meu – e que trabalha com internet, veja só – que estamos em outros tempos, e que a lógica da rede digital é outra. Talvez seja hora de todos refletirmos sobre o verdadeiro significado da palavra ‘compartilhar’.

A falta de paixão e o trabalho

“A falta de paixão durante o período de lazer é uma tragédia dupla quando é resultado da falta de paixão durante o trabalho. Nesse caso, a centralização da vida nas sextas-feiras é realizada da forma mais absurda: supervisionados em seu trabalho externamente, as pessoas esperam a sexta-feira para ter mais tempo para ver televião e se divertir externamente. Os hackers, por outro lado, utilizam seus momentos de lazer – domingo – como uma oportunidade de realizar paixões pessoas em vez daquelas que buscam alcançar em seu trabalho”.
– A Ética Hacker, página 102 – Apostila Aspectos Teóricos da Comunicação Digital – Pekka Himanen