A crônica humorística por Gabriel Garcia Marquez

O próprio Gabriel Garcia Márquez definiu de saída o que haveria de ser sua maneira de praticar o gênero da crônica humorística. Em sua segunda crônica publicada no El Universal, ele escreve que ela tem “princípio e terá final de algaravia (linguagem confusa, confusão de vozes). (…) Impõem os seguintes requisitos: começar e terminar com fórmulas que combinem uma feliz expressão e uma atrevida apresentação conforme o modelo de palavreado de Ramón Gómez de la Serna, e dizer as coisas com humor, com poesia, inclusive com extravagância (não importa que sejam coisas muito originais, podem até ser da total trivialidade, mas sua expressão deve ser original e imprevista). Em suma: não dizer nada, mas dizê-lo bem”.

a ética protestante e gabriel garcia marquez

“Com seu incrível senso prático, ela não podia entender o comércio do coronel, que trocava os peixinhos por moedas de ouro, e em seguida transformava as moedas de ouro em peixinhos, e assim sucessivamente, de modo que tinha que trabalhar cada vez mais a medida que rendia, para satisfazer um círculo vicioso exasperante. Na verdade, o que interessava a ele não era o negócio e sim o trabalho”.
Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Márquez

O sofrimento

“Muitos acharam que tinham sido vítimas de um novo aparatoso negócio de cigano, de modo que optaram por não voltar ao cinema, considerando que já tinham o suficiente com seus próprios sofrimentos para chorar por infelicidades fingidas de seres imaginários”
Cem anos de solidão – Gabriel García Márquez